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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

INTOXICAÇÃO ALIMENTAR POR SALMONELLA


INTOXICAÇÃO ALIMENTAR POR SALMONELLA

O que é

Salmonelose é uma doença infecciosa provocada por um grupo de bactérias do gênero Salmonella, que pertencem à família Enterobacteriaceae, existindo muitos tipos diferentes desses germes. A Salmonella é conhecida há mais de 100 anos e o termo é uma referência ao cientista americano chamado Salmon, que descreveu a doença associada à bactéria pela primeira vez.

Como se adquire

A Salmonella é transmitida ao homem através da ingestão de alimentos contaminados com fezes animais. Os alimentos contaminados apresentam aparência e cheiro normais e a maioria deles é de origem animal, como carne de gado, galinha, ovos e leite. Entretanto, todos os alimentos, inclusive vegetais, podem tornar-se contaminados. É muito freqüente a contaminação de alimentos crus de origem animal.

O cozimento de qualquer destes alimentos contaminados mata a Salmonella.

A manipulação de alimentos por pessoas contaminadas que não lavam as mãos com sabonete, pode causar sua contaminação.

Fezes de animais de estimação, especialmente os que apresentam diarréia, podem conter Salmonella, e as pessoas em contato com estes animais podem ser contaminadas e contaminar a outras se não adotarem medidas rígidas de higiene (lavar as mãos com sabonete). Répteis são hospedeiros em potencial para a Salmonella e as pessoas devem lavar as suas mãos imediatamente após manusear estes animais, mesmo que o réptil seja saudável.

O que se sente

A maior parte das pessoas infectadas com Salmonella apresenta diarréia, dor abdominal (dor de barriga) e febre. Estas manifestações iniciam de 12 a 72 horas após a infecção. A doença dura de 4 a 7 dias e a maioria das pessoas se recupera sem tratamento. Em algumas pessoas infectadas, a diarréia pode ser severa a ponto de ser necessária a hospitalização devido à desidratação. Os idosos, crianças e aqueles com as defesas diminuídas (diminuição da resposta imune) são os grupos mais prováveis de ter a forma mais severa da doença. Uma das complicações mais graves é a difusão da infecção para o sangue e daí para outros tecidos, o que pode causar a morte caso a pessoa não seja rapidamente tratada.

Como se faz o diagnóstico

Muitas doenças podem causar as mesmas manifestações que a salmonelose, sendo o diagnóstico, na maior parte das vezes, associado à história alimentar recente. A comprovação de que as manifestações clinicas são causadas pela Salmonella só pode ser feita pela identificação do germe nas fezes da pessoa infectada e é útil somente nos casos mais graves, em que a administração de antibiótico se faz necessária. Este teste usualmente não é realizado em um exame comum de fezes, sendo necessário uma instrução específica ao laboratório para a procura do germe nas fezes. Uma vez identificado pode ser realizada a cultura das fezes para a determinação do tipo específico e qual antibiótico deve ser utilizado para o tratamento.

Como se trata

A infecção por Salmonella usualmente dura de 5 a 7 dias e freqüentemente não é necessário tratamento, sendo suficiente as medidas de suporte e conforto ao paciente. Após este período, a pessoa fica recuperada, podendo permanecer ainda por algum tempo um hábito intestinal irregular. Caso o paciente se torne severamente desidratado ou a infecção se difunda do intestino para outras regiões do organismo, medidas terapêuticas devem ser tomadas, incluindo a hospitalização. Pessoas com diarréia severa devem ser reidratadas através da administração endovenosa de soro. Os casos graves, em que a infecção se difunde, devem ser tratados com antibióticos.

Como se previne

Sendo os alimentos de origem animal uma das principais fontes de contaminação por Salmonella, ovos, carne e galinha não devem ser ingeridos crus, mal-passados ou não completamente cozidos.
Atenção especial deve ser dada aos ovos crus que aparecem sem serem percebidos em um grande número de pratos, como maionese caseira, molho holandês, tiramisu, sorvete caseiro. Estes pratos devem ser evitados.
Carnes em geral, incluindo hambúrgueres e frango, devem ser bem cozidas (não devem estar avermelhadas no centro). Leite não pasteurizado deve ser evitado.
Todos os produtos devem ser bem lavados antes de sua preparação e consumo.
Contaminação entre alimentos deve ser evitada: carnes cruas devem ficar separadas de alimentos que estão sendo preparados, de alimentos já cozidos e de alimentos prontos para serem servidos.
Todos os utensílios de cozinha (tábuas, facas, etc.) devem sempre ser lavados após sua utilização em alimentos crus.
As mãos devem ser lavadas antes do manuseio de qualquer alimento e entre o manuseio de diferentes itens alimentares.
Já que os répteis são portadores em potencial da Salmonella, qualquer pessoa deve lavar as mãos imediatamente após o contato com estes animais.
Répteis, incluindo as tartarugas, não são apropriados como animais de estimação de crianças e não deveriam habitar o mesmo ambiente.

Sábado, 13 de Junho de 2009



Roncar faz mal? Como parar de roncar? Tratamento e informações sobre ronco!

O hábito de roncar ataca uma grande parcela das pessoas, e está relacionada à problemas como respiração, cansaço ou distúrbios do sono. Mas afinal, como fazer para parar de roncar? Existe cura para o ronco? O que causa? É para isso que escrevo aqui, para dar detalhes sobre como melhorar sua vida se você ronca.

O que causa ou provoca o ronco? Por que ronco?

Bem, primeiro é necessário saber exatamente o que causa o ronco e isso é fácil de ser explicado: é uma perda de tensão na língua e no maxilar inferior, ou simplesmente obstrução parcial das vias respiratórias superiores, também chamado de Ressono. Em geral ocorre durante sonos profundos ou sonhos, e algumas posições facilitam a ocorrência, como dormir de costas.

O consumo de bebidas ou tabagismo (fumo) aumentam a incidência de ronco, bem como amídalas volumosas ou adenóides em tamanho maior do que o normal. Resfriados também levam ao ronco.

Como paro de roncar? O que fazer para parar ou diminuir o ronco?

Existem, sim, soluções para parar de roncar que não envolvem necessariamente cirurgia, salvo em casos de adenóide ou problemas respiratórios. Vamos à elas:

  • Aumentar a umidade do quarto através de umidificadores de ar, facilita na respiração.
  • Dormir de lado ou em outra posição, fazendo testes para encontrar a que concilia maior conforto e menos ronco.
  • Fazer exercícios para os músculos do maxilar, forçando-o para baixo e empurrando-o com a mão para cima, além de empurrar a língua contra os dentes inferiores.

Esse tipo de “tratamento para o ronco” pode não resolver definitivamente seus problemas, mas certamente ajudarão. Ainda não há nada comprovadamente que faça você parar de roncar, entretanto.

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

10 MANEIRAS DE LIDAR COM A BURSITE





A inflamação dolorosa de uma bursa é chamada de bursite. Bursas são espécies de bolsas (como o próprio nome já explica) que ficam nas articulações e auxiliam os movimentos funcionando como amortecedores. É causada por impacto ou contusão, esforço repetido ou uso excessivo. Ela pode se desenvolver após a execução de um movimento que você não estava acostumado a fazer ou após o aumento de alguma atividade.

Às vezes, a bursite pode surgir sem deixar pistas do que a causou. Tudo que você sabe, é que dói. A boa notícia é que, uma vez que você reduza a sua atividade, os sintomas da bursite começam a desaparecer. Descubra como acelerar a sua recuperação:

1. Descanse: a dor da bursite pode desaparecer completamente após alguns poucos dias de descanso da junta afetada. Mas isso não significa parar com todos os movimentos, especialmente se o problema for no ombro. Imobilizar o ombro pode “congelar” a junta com aderências (tecido fibroso) e tecido fibroso cicatricial. Apenas pegue leve e tente evitar o movimento ou atividade que causou a dor.

2. Compre sapatos novos: bursite no calcanhar geralmente é causada por sapatos inadequados. A solução é simples: substitua os antigos sapatos por um par mais adequado.

3. Faça uma mudança: se você tem bursite no seu cotovelo ou joelho, mude a atividade que a causou - como se apoiar nos seus cotovelos enquanto lê ou ficar de joelhos - ou use proteção (como joelheiras).

4. Reduza a inflamação: tome uma aspirina de 500 miligramas se tiver dor para reduzir o inchaço associado à bursite. Ibuprofen é uma outra opção (siga as instruções da bula). Mas evite-os se você tiver problemas renais ou se o seu médico disse para evitar aspirina porque pode irritar o estômago. Pergunte ao seu médico sobre o uso de aspirina e ibuprofen se você estiver tomando medicamento para pressão alta.

5. Esqueça o acetaminofeno: ao contrário da aspirina e do ibuprofen, esse analgésico não é um antiinflamatório, e não ajuda no combate à bursite.

6. Coloque gelo: o gelo diminui o inchaço ao reduzir o fluxo sangüíneo na área. Deixe uma bolsa de gelo na junta por aproximadamente 20 minutos, ou o dobro do tempo se a sua bursite for muito dolorosa. Proteja a sua pele colocando uma toalha ou tecido entre a bolsa de gelo e a pele.

7. Aqueça o local: após o inchaço inicial ter reduzido, o calor de uma compressa ou bolsa térmica não será apenas agradável, mas também eliminará o excesso de fluido na bursa pelo aumento da circulação.

8. Use uma escadinha: alcançar ou puxar e empurrar na altura do ombro ou acima pode piorar a bursite do ombro. Se você não puder alcançar algo facilmente, use uma escadinha, ou melhor ainda, peça a alguém para alcançá-lo para você.

9. Entre no balanço das coisas: continuar movimentando a junta é importante, então certos exercícios são uma parte necessária do tratamento da bursite. Embora a maior parte desses exercícios devam ser recomendados por um médico, existem alguns que você pode fazer sozinho. Um exercício efetivo para a bursite no ombro é o balanço do pêndulo. Para fazer esse exercício, curve-se na cintura e apóie o seu peso inclinando o seu braço bom sobre a mesa ou encosto da cadeira. Balance o seu braço inchado para frente e para trás e depois em círculos horários e anti-horários.

10. Faça movimentos suaves com as mãos: um outro exercício que você pode fazer para restaurar a capacidade dos movimentos do seu ombro é fazer a sua mão rastejar na parede, como uma aranha. Mas faça uma aranha preguiçosa. Qualquer outra coisa além de movimento lento e gradual pode prejudicar mais do que ajudar.

Se você seguir as dicas apresentadas acima, os sintomas da bursite logo serão resolvidos.

Não ignore dor no ombro

Não seja rápido em rotular a sua dor no ombro como bursite, especialmente se a dor não melhorar após alguns dias de descanso. Existem muitas doenças para as quais uma dor no ombro é um sintoma, mas nenhuma cuja dor e inchaço devam ser ignorados.

Um exame físico solicitado por um especialista, geralmente seguido de um raio-X, é o primeiro passo para um tratamento adequado. Procure um médico se a dor no ombro estiver interferindo em suas atividades diárias ou no sono

Sábado, 23 de Maio de 2009

FENÔMENO DE RAYNAUD, SÍNDROME DE RAYNAUD E DOENÇA DE RAYNAUD

O que é?

Conjunto de sinais e sintomas demonstráveis nas artérias. É uma moléstia funcional, que surge em pacientes hipersensíveis ao frio.

Fenômeno de Raynaud

É um episódio de constrição de pequenas artérias, desencadeando alterações da cor da pele das extremidades, ora com palidez, ora com cianose (extremidades roxas), seguidas ou não de hiperemia reacional (vermelhidão).

1
O fenômeno de Raynaud primário ou sem causa determinável é o que ocorre na Doença de Raynaud.

O que se sente?

2
Em uma primeira fase, um ou mais dedos tornam-se rapidamente pálidos (exangues). Há diminuição da sensibilidade dos dedos, parestesias (dormência) e freqüentemente dor. Esta crise acontece mais comumente nos dedos das mãos que nos dos pés. É mais rara no polegar e excepcionalmente pode ocorrer no lóbulo da orelha, na ponta do nariz, nos lábios e língua. Esta fase dura de alguns minutos a meia hora.
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Em uma segunda fase, há o aparecimento gradativo de tonalidade violácea, evoluindo para a cor roxa, que se inicia pela ponta dos dedos indo até sua raiz sem atingir a palma das mãos. Pode ocorrer, após a palidez dos dedos, um vermelho intenso com dor tipo pulsátil.

Síndrome de Raynaud

Fenômeno de Raynaud que pode ser causado por:

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traumas, como nos britadores, datilógrafos, pianistas
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trauma cirúrgico (distrofia simpático reflexa)
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lesões compressivas, como na síndrome do túnel de carpo
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alterações na coluna cervical e outras.

Doença de Raynaud

São crises do fenômeno de Raynaud provocadas ou acentuadas pelo frio e pelas emoções.

Existe maior incidência em mulheres jovens - 60% dos casos são de pacientes com menos de trinta anos -, com ausência de moléstias ou causa desencadeante e com evolução clínica de pelo menos dois anos. Raramente, ocorre gangrena ou necrose de extremidades dos dedos.

Como é o tratamento?

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Proteção da extremidade contra o frio com luvas e meias de lã, luvas e botas de borracha forradas. Evitar pegar objetos frios ou lidar com água fria. Morar preferencialmente em locais com clima quente e seco.
9
Proteção contra o trauma repetido: evitar profissões como britação, datilografia ou digitação, piano, e outras que causem traumas.
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Sedação ou psicoterapia: É importante na tentativa de diminuir as crises em número e intensidade.
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Vasodilatadores: usá-los durante o inverno principalmente. Alguns profissionais utilizam também drogas antialérgicas.
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Cirurgia: simpatectomia. Somente nos casos rebeldes ao tratamento clínico com muita dor ou lesões necróticas.

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

TROMBOSE



gr. Thrómbos) significa coágulo sangüíneo. Trombose é a formação ou desenvolvimento de um trombo.
A trombose pode ocorrer em uma veia situada na superfície corporal, logo abaixo da pele. Nessa localização é chamada de tromboflebite superficial ou simplesmente tromboflebite ou flebite.
Quando o trombo se forma em veias profundas, no interior dos músculos, caracteriza a trombose venosa profunda ou TVP.
Em qualquer localização, o trombo irá provocar uma inflamação na veia, podendo permanecer restrito ao local inicial de formação ou se estender ao longo da mesma, provocando sua obstrução parcial ou total.



Nas veias superficiais, ocorre aumento de temperatura e dor na área afetada, além de vermelhidão e edema (inchaço).
Pode-se palpar um endurecimento no trajeto da veia sob a pele.
Nas veias profundas, o que mais chama a atenção é o edema e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha.



é dotado de mecanismos que mantém constante o seu equilíbrio. No sangue há fatores que favorecem a coagulação do sangue, chamados procoagulantes, e fatores que inibem a formação de coágulos, chamados anticoagulantes, responsáveis pela manutenção do sangue em estado líquido. Quando ocorre um desequilíbrio em favor dos procoagulantes, desencadeia a formação do trombo.
Os fatores que favorecem a coagulação são classificados em três grupos:
1 – Estase – é a estagnação do sangue dentro da veia. Isto ocorre durante a inatividade prolongada, tal como permanecer sentado por longo período de tempo (viagens de avião ou automóvel), pessoas acamadas, cirurgias prolongadas, dificuldade de deambulação, obesidade, etc.
2 – Traumatismo na veia – qualquer fator que provoque lesão na fina e lisa camada interna da veia, tais como trauma, introdução de medicação venosa, cateterismo, trombose anterior, infecções, etc., pode desencadear a trombose.
3 – Coagulação fácil ou Estado de hipercoagulabilidade – situação em que há um desequilíbrio em favor dos fatores procagulantes. Isto pode ocorrer durante a gravidez, nas cinco primeiras semanas do pós-parto, uso de anticoncepcionais orais, hormonioterapia, portadores de trombofilia (deficiência congênita dos fatores da coagulação), etc.



O médico pode diagnosticar uma tromboflebite superficial apenas baseado nos seus sintomas e examinando a veia afetada (sob a pele). No entanto, a TVP pode se apresentar com sintomas não tão exuberantes, dificultando seu diagnóstico. Para ter segurança, o médico pode solicitar exames especiais como o Eco Color Dopper ou a flebografia. Há quem solicite um exame de sangue para dosagem de uma substância, chamada Dímero D, que se apresenta em níveis elevados quando ocorre uma trombose aguda. Embora o teste do Dímero D seja muito sensível, não é muito conclusivo, visto que ele pode estar elevado em outras situações.



A tromboflebite superficial raramente provoca sérias complicações; as veias atingidas podem, na maioria das vezes, ser retiradas com procedimento cirúrgico, eliminando as chances de complicar. No entanto, se a trombose é numa veia profunda, o risco de complicações é grande.

Complicações imediatas ou agudas – a mais temida é a embolia pulmonar. O coágulo da veia profunda se desloca, podendo migrar e ir até o pulmão, onde pode ocluir uma artéria e colocá-lo em risco de vida.
Complicações tardias – tudo se resume numa síndrome chamada Insuficiência Venosa Crônica (IVC), que se inicia com a destruição das válvulas existentes nas veias e que seriam responsáveis por direcionar o sangue para o coração. O sinal mais precoce da IVC é o edema, seguido do aumento de veias varicosas e alterações da cor da pele. Se o paciente não é submetido a um tratamento adequado, segue-se o endurecimento do tecido subcutâneo, presença de eczema e, por fim, a tão temida úlcera de estase ou úlcera varicosa.

TRATAMENTO

O tratamento só deve ser instituído por um especialista. As informações aqui expostas têm como objetivo único lhe orientar para que procure um médico logo que notar qualquer dos sintomas acima relatados. Nunca se automedique.

Se a trombose é superficial, recomenda-se cuidados especiais, tais como aplicação de calor na área afetada, elevação das pernas e uso de antiinflamatórios não esteróides por um período de uma a duas semanas. Deve-se retornar ao especialista, a fim de avaliar a necessidade de tratamento cirúrgico.

Na TVP pode ser necessário manter-se internado durante os primeiros dias, a fim de fazer uso de anticoagulantes injetáveis (Heparinas). Estes previnem o crescimento do trombo e diminuem o risco de embolia pulmonar. Atualmente, pode-se evitar a hospitalização com o uso de heparinas de baixo peso molecular, injetados pelo próprio paciente no espaço subcutâneo da barriga. Depois do tratamento com Heparina, deve-se continuar com o uso de anticoagulantes orais (Warfarin) por um período de três a seis meses. Concomitante com esta medicação, o paciente deve fazer repouso com as pernas elevadas e fazer uso de meia elástica adequada à sua perna. Alguns medicamentos que interferem na ação dos anticoagulantes são proibidos neste período. O médico deve ser consultado sempre que julgar necessário fazer uso de outro tipo de medicação.
Existe procedimentos de exceção para coibir complicações, tais como: colocação de filtro de veia cava, remoção do coágulo (trombectomia) e angioplastia com stent (dispositivo aramado e recoberto com um tecido, o qual evita que a veia se feche novamente).

PREVENÇÃO

principal providência é combater a estase venosa, isto é, fazer o sangue venoso circular, facilitando seu retorno ao coração.

Dentro do possível, atente para estas recomendações:
• Faça caminhadas regularmente.
• Nas situações em que necessite permanecer sentado por muito tempo, procure movimentar os pés como se estivesse pedalando uma máquina de costura.
• Quando estiver em pé parado, mova-se discretamente como se estivesse andando sem sair do lugar.
• Antes das viagens de longa distância, fale com seu médico sobre a possibilidade de usar alguma medicação preventiva.
• Quando permanecer acamado, faça movimentos com os pés e as pernas. Se necessário, solicite ajuda de alguém.
• Evite qualquer uma daquelas condições que favorecem a formação do coágulo dentro da veia, descritas anteriormente.
• Evite fumar e o sedentarismo.
• Controle seu peso.
• Se você necessita fazer uso de hormônios ou já foi acometido de trombose ou tem história familiar de tendência à trombose (trombofilia), consulte regularmente seu médico.
• Use meia elástica se seu tornozelo incha com freqüência.
• Nunca se automedique

Domingo, 12 de Abril de 2009

HÉRNIA DE HIATO OU HÉRNIA HIATAL

Fisiopatologia

Ocorre quando a fragilidade do diafragma, congênita ou adquirida, permite que parte do estomago force o diafragma e invada o hiato esofagiano, causando o refluxo do conteúdo gástrico e provocando conseqüentemente esofagite.

Tratamento

A terapêutica medicamentosa consiste no emprego de agentes bloqueadores colinergicos, pra reduzir o esvaziamento gástrico e de antiácidos, para neutralizar as secreções gástricas. Quaisquer fatores que possam aumentar a pressão intra-abdominal provocam a herniacao de parte do estomago através do hiato. É o caso da obesidade, da tosse crônica, dos esforços na defecação e de roupas muito apertadas.

A correção cirúrgica é indicada para casos graves ou para aqueles nos quais o tratamento clinico resulte ineficientemente no abrandamento dos sintomas.

Dietoterapia

São prescritas seis pequenas refeições com alimentos indicados para uma dieta branda, restrita em fibra para prevenir a distensão gástrica. Maior quantidade de líquidos poderia ser dada entre as refeições, enquanto que os permitidos na hora das refeições seriam dados em pequenos tragos.

A ingestão de gordura deve ser controladas, porque as refeições gordurosas reduzem a pressão esofágica inferior. Os líquidos que irritam a mucosa esofágica tais como os sucos de laranja, de grapefruit e de tomate são eliminados da dieta. O álcool é proibido.

Implicações com a enfermagem

1 – Os pacientes devem evitar comer, pelo menos duas horas antes e de irem para cama. Deve-se planejar a distribuição da dieta de modo a prevenir a hipoglicemia matinal, dando-se uma quantidade de proteína suficiente, na ultima refeição do dia.

2 – Fornecer alimentos laxativos, para prevenir a constipação, que leva ao esforço da defecação e conseqüente aumento da pressão intra-abdominal.

3 – Aconselhar a ingestão de líquidos entre as refeições, para ajudar a prevenir a constipação.

4 – Avaliar o consumo de alimentos, para que haja taxa adequada de vitamina C, cujo déficit é possível, pela ausência de sucos cítricos e de tomate.

Domingo, 5 de Abril de 2009


Fatores Psicológicos

Antes de falarmos sobre a tristeza, precisamos definir os tópicos que distinguem este sen- timento da depressão

A tristeza é um sentimento intrínseco ao ser humano. Todas as pessoas estão sujeitas a tristeza. É a ausência de satisfação pessoal quando o indivíduo se depara com sua fragilidade. Enquanto a depressão é a raiva e a vingança digerida na pessoa. Na prática, é uma tentativa de devolver para os outros o que existe de pior em si.

A raiva existente na depressão é resultado da total falta de vitalidade e motivação. Existe também uma infantilização, onde o indivíduo induz o ambiente a ampará-lo e dedicar atenção exclusiva a ele. A depressão inibe a coragem de enfrentar os desafios; regride a busca do prazer e contamina o ambiente a sua volta.

A tristeza não chega aos limites citados na situação depressiva. Pelo contrário, é uma ferramenta valiosa para avaliação das metas de vida. Na infância, o modo de encarar a tristeza será definitivo para estabelecer a personalidade adulta.

Infelizmente, na cultura ocidental não valoriza-se os aspectos emotivos. Assim, um indivíduo se desenvolve crendo que a tristeza é um sentimento negativo, que fragiliza e expõe a personalidade. Por exemplo, uma pessoa insatisfeita num âmbito social sente-se triste, mesmo não tendo uma concepção nítida do que é a tristeza. Neste momento cria-se uma dívida com o próprio passado; o elemento sente que poderia ter aproveitado melhor as outras oportunidades que teve, e que agora o fazem um homem fracassado.

O descaso com os valores humanos acabam por expor o homem contemporâneo ao negativismo, e a busca excessiva pelos bens materiais e status social, compensa a carência sentimental, mas por outro lado, contamina e deturpa a noção de humanismo. Neste caso, a tristeza é apenas uma bússola que aponta a área emotiva mais afetada. Porém, outros sentimentos como o medo e a inveja funcionam como um alerta ao modo de vida desumano. A aceitação do fracasso e da fragilidade fica comprometida, já que o indivíduo direciona o motivo dos seus insucessos a outras causas, quando na verdade seriam apenas conseqüências. Portanto, fica claro que existe uma "auto-sabotagem".

O egoísmo exacerbado, no qual o homem é induzido desde a infância, produz um vazio pessoal. Porém, o bem-estar esta diretamente ligado a satisfação alheia. Se não houver a solidariedade, ou seja, a profunda preocupação com o próximo, o citado "vazio da personalidade" irá expandir-se. A tristeza ocupa este espaço e desmotiva o indivíduo a dar continuidade na busca de qualquer outro valor.

Outro fator que fortemente desencadeia a tristeza é a recusa. A dificuldade em aceitar o "não" torna-se desmotivante e abala a auto-estima. Por outro lado, a rejeição e a incapacidade frente a alguns obstáculos leva a quadros mais sérios e profundos da tristeza.

Várias correntes de discussão psicológica determinam os ganhos secundários do estado de sofrimento. É notório que o indivíduo que sofre, desperta comoção no ambiente, neste caso a atenção dispensada por outros faz com que o indivíduo sinta-se acolhido. Cultivar a tristeza é apenas fazer a manutenção desse estado de atenção e acolhimento despertada, é manter-se afastado e protegido da competitividade e ambição que norteiam a sociedade contemporânea. Mas na maioria das vezes, a solidariedade e o altruísmo são hipócritas, porque a necessidade da auto-superação e status social faz com que o sentimento de comoção seja verdadeiro, mas o apoio sincero é substituído pelo prazer na derrota alheia. Assim, esta afirmação é concretizada pelo fato de que o assistencialismo não supre as carências afetivas; é apenas um retórico inconsciente que absolve a obrigação da solidariedade.

Geralmente os indivíduos que sofrem de tristeza tem como característica básica de personalidade, impor a sua solidão pessoal para todas as pessoas que encontrarem no decorrer de suas vidas; como uma vingança contra seu sentimento que o martiriza. Assim, tornam-se retraídas, ciumentas e possessivas. Na questão sentimental, impõem ao parceiro uma eterna espera pela doação de seu lado afetivo.

Embora muitas vezes sofremos com determinados relacionamentos, sabemos que a perda pode nos custar ainda mais caro. O maior obstáculo para qualquer tipo de mudança é a desconfiança quase que absoluta em nosso potencial, gerando um receio imenso sobre se conseguiremos construir algo; se os ventos estarão ou não a nosso favor; se o destino ainda poderá nos reservar um mínimo de satisfação perante todo o pesadelo diário em que muitas pessoas vivem.

A face da tristeza

Quando uma pessoa está triste, percebe-se um certo alongamento na face como se estivesse sendo puxada para baixo. A cabeça pode inclinar-se um pouco em um dos ombros. Além disso, geralmente a pessoa tem o rosto pálido e sem cor. Surgem também rugas horizontais na testa. Os cantos interiores das sobrancelhas se erguem, e as pálpebras superiores podem se abaixar. Unida a esse conjunto, a boca tem os seus cantos levemente caídos. Quando o queixo se eleva fica ainda mais marcante a descida da boca.